Se não sabe, não invente: conselhos matrimoniais! 

Nem sequer é por mal. Sabe que uma amiga está a ter dificuldades na sua relação, e dá um conselho. O conselho até pode ser inocente, algo como “tens de te arranjar mais” ou “porque não vão passar um fim de semana romântico?”. Talvez a sua amiga até agradeça o conselho, e talvez até o siga. Mas as semanas passam, os meses passam, e a crise conjugal continua. Então, porque é que os seus conselhos matrimoniais continuam a falhar?

Há um velho ditado que já todos ouvimos, “entre marido e mulher, não se mete a colher”. Evidentemente, o ditado tem muitos problemas. Para começar, em todos os casais são constituídos por um homem e por uma mulher. E depois vale a pena recordar que a violência doméstica é crime público. Mas a moral do conto é que ninguém sabe bem o que se passa na vida de um casal… e aí o ditado já está mais perto da verdade.

Normalmente, quando há uma crise na relação, há detalhes íntimos que nunca contamos a mais ninguém. Também nem sempre revelamos inseguranças que temos sobre nós próprios – por exemplo, complexos com o corpo, ciúmes, dúvidas sobre a nossa capacidade de satisfazer a outra pessoa, e por aí em diante. Por isso, é muito difícil ter noção do que se passa realmente com um casal e com cada um dos membros do casal.

Mas atenção, isto não significa que ninguém possa perceber o que se passa com o casal. Se ambos quiserem realmente explorar as suas inseguranças, frustrações e outros obstáculos na relação, podem fazer terapia de casal. A terapia de casal, com um psicólogo especializado, é muito diferente dos conselhos que lê aqui e ali numa revista, que apanha num programa de televisão ou que ouve de uma amiga. Porquê? Porque a terapia de casal é uma abordagem sistemática.

Durante as sessões de terapia, cada um pode fazer sessões individuais, mas também podem fazer sessões em conjunto. O terapeuta vai recomendar determinados exercícios, sessões em intervalos de tempo determinados, e fazer um “plano” para vocês. Portanto, a terapia é muito útil para ultrapassar dificuldades na comunicação, disputas sobre a vida familiar, a infertilidade, a perda de um filho e até disfunções sexuais.

Quando recorrer à terapia de casal?

Da próxima vez que uma amiga lhe contar ou descrever alguma destas situações, em vez de inventar… Diga-lhe para procurar um terapeuta de casal. Veja em que situações é benéfico pedir ajuda a um profissional. 

  • Os parceiros estão sempre a discutir sobre as mesmas coisas: têm muitas discussões sobre a economia familiar, a divisão de tarefas, a educação dos filhos, e por aí em diante.
  • Não se dão bem com a família um do outro: num casamento, é difícil viver entre “os teus” e “os meus”. As famílias devem unir-se e transformar-se no “nosso”. A terapia familiar pode ajudar a mediar o conflito.
  • Inventam desculpas para não estarem juntos: ficam a trabalhar até mais tarde, marcam encontros com amigos, fazem planos de forma totalmente separada e estão constantemente a arranjar desculpas para não conviver.
  • Estão sempre a perder a paciência, mesmo com as pequenas coisas: qualquer coisa é um bom motivo para discutir e fazer uma “tempestade num copo de água.”
  • Já não são o maior apoio um do outro: uma promoção no trabalho? Um problema de saúde? Se a primeira pessoa a quem conta é a sua melhor amiga e não a pessoa com partilha a sua vida… já não está a partilhar.
  • Sente atração por outras pessoas: quando alguém lhe confessa que se sente atraído por outra pessoa, deve fazer soar um alarme na sua cabeça. Todos temos olhos, mas uma traição é motivo para procurar terapia. 
  • Sofreram um evento traumático: como uma perda gestacional, problemas de fertilidade, a morte de um filho ou mesmo de animal de estimação. As emoções extremas podem ser difíceis de gerir para um casal.
  • Insatisfação com a vida sexual: sim, a vida sexual também importa (e muito!). Mas também há terapeutas sexuais que podem ajudar o casal a explorar esta faceta da relação.

Agora, só falta mesmo uma coisa: saber onde encontrar um conselheiro matrimonial. E sim, é mesmo isso que está a pensar: na Fixando!

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